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Há 2 dias, em 09/06, foi lançada Hangover, a nova música do Psy, cantor sul-coreano que ficou mundialmente famoso com o megahit Gangnam Style. Co-estrelando o rapper americano Snoop Dogg, o vídeo da música do Psy, tem uma letra, no mínimo, polêmica que conta como se fazer para estar sempre de ressaca, mas já ultrapassou a marca das 28,2 milhões em pouco mais de 2 dias. Hangover do Psy, é a terceira música lançada pelo cantor depois do mega-sucesso Gangnam Style, de 2012, que recentemente ultrapassou 2 bilhões de visualizações e Gentleman, lançada no ano passado.

Coincidência – ou não – uma semana antes da internet “celebrar” a marca de do Psy (e do YouTube, claro), a revista inglesa The Economist lançou um infográfico que chega a se assustador; Nele, calcula-se o que a humanidade poderia ter feito se, ao invés de termos ficados parados em frente a uma tela assistindo a Gangnam Style, tivéssemos usado este tempo para fazer algo útil.

Alguém então poderia dizer: Mas são apenas 4:12 minutos de vídeo, certo? O que de tão grandioso poderíamos fazer neste tempo?

Acontece que são 4 minutos e 12 segundos multiplicados por 2,2 bilhões e contando! Isso dá algo em torno de 140 milhões de horas o que significa uns 16 mil anos!

Para se ter uma ideia, foram necessárias 50 milhões de homens-hora para se construir o USS Gerald Ford, o mais novo super porta-aviões americano, batizado no final do ano passado. Ou seja, 1/3 do tempo que passamos assistindo ao vídeo. Poderíamos também ter construído outras 4 pirâmides de Giza (e ainda sobrava um troquinho), 6 Burj Khalifas, o edifício mais alto do mundo em Dubai ou ainda escrito uma vez e meia TODA a Wikipedia.

Tempo perdido assistindo Gangnam Style no YouTube - The Economist

Como eu disse, o infográfico assusta. Ao menos a primeira vista. Mas será que realmente perdemos este tempo todo? O que o artigo do Economist esqueceu de calcular foram as horas perdidas de pessoas admirando a Mona Lisa no museu do Louvre em Paris, ou as bilhões – imagino eu – de horas de diversão que passamos dançando Gangnam Style e passarão dançando e curtindo Hangover. Não foram calculadas também, as horas perdidas olhando um bebê dando risada nem tampouco o tempo que ficamos sem fazer absolutamente nada.

Acontece que é justamente este tempo que o Economist considera “perdido” que nos define como seres humanos. O ócio pode ser tão importante quanto a produtividade, assim como a beleza depende da feiura para existir. Não há nada de errado em sermos ociosos e, acreditem, nem todo ócio precisa ser criativo. Quem pode afirmar que Newton não estava simplesmente contemplando uma sombra quando a maçã caiu perto dele?

O perigo está, como em tudo mais, no exagero, na radicalização. Sim, é perigoso ser ocioso demais, assim como racionalizar demais. E isso vale para tudo. Todo Yin tem seu Yang, toda ação, uma reação e as vezes, 4:12 minutos podem ser justamente o tempo que você precisava para limpar a cabeça e descobrir, quem sabe, a próxima grande revolução científica da humanidade.

Você sabe; as vezes, até os gênios tem direito a se divertirem…

Albert Einstein

Ah! Claro, quem quiser perder mais 4:12 minutos (além dos 5 segundos de propaganda), é só clicar abaixo

Gerente de Projetos em Mídias e Redes Sociais, geek em potencial, quase nerd amador, pai – muito, mas muito recente – da Elis, casado, louco por Podcasts e acredita Star Trek é uma visão do nosso próprio futuro.
Um dia escreverei algo aqui e valerá a pena ser lido e poderá mudar a sua vida para sempre.
… ou não mas você não vai correr este risco de não saber, não é?

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